NA DOSAGEM MAIS CORAGEM

nasceu como uma carta-

escrita à mão, com alma, tinta, entrelinhas e suspiros.

Antes de ser blog, era diário. 


Antes de ser diário, era conversa comigo mesma. 

E talvez ainda seja tudo isso junto, só que agora com selo, destinatário e coragem suficiente pra ser lido.

Aqui escrevo pra lembrar (e me lembrar) que viver é um ato de coragem. É se entregar aos encontros e desencontros, às pausas, aos recomeços. É assinar com a alma, rasurar o que não cabe mais e, mesmo sem saber o fim, continuar escrevendo. 

Falo sobre a vida e os sentidos que ela toma quando a gente olha com mais calma. Sobre a beleza das palavras, dos afetos e dos significados que cada um carrega consigo.

Falo de mim, mas talvez fale de você também.

Na Dosagem Mais Coragem é um projeto autoral de escrita criativa que nasceu como carta e evoluiu para um espaço onde experiências, reflexões e vivências pessoais se encontram com o leitor. Criado em 2014, o blog mistura storytelling íntimo, poesia e insights sobre coragem, vulnerabilidade e a vida cotidiana.

Cada texto é pensado como uma experiência completa: a escrita confessional e fluida é acompanhada de trilhas sonoras que inspiraram sua criação, permitindo que o leitor se conecte de forma sinestésica e emocional com o momento da escrita.

O projeto fala de mim, mas também de você: sobre encontros, desencontros, pausas, recomeços e a beleza que reside nos pequenos detalhes da vida. É um convite para olhar o mundo com mais atenção, sentir profundamente e se permitir existir de forma autêntica.

Com identidade autoral sólida e longevidade, Na Dosagem Mais Coragem continua a evoluir: de diário a blog, de blog a possíveis coletâneas, playlists, podcasts e novas narrativas — sempre mantendo o foco na coragem de viver e compartilhar experiências reais.

O C+ é a extensão da minha forma de ver e viver o mundo.

Nasceu da vontade de transformar sentimentos em palavra e palavra em movimento. É onde coloco em prática o que acredito sobre comunicação: que ela só faz sentido quando é humana, sensível e cheia de propósito.

Como autora, o C+ é meu espaço de criação, experimentação e expressão, um território livre entre o pessoal e o profissional, onde misturo arte, estratégia e emoção.

É a minha assinatura no papel, mas também o meu jeito de provocar reflexão, diálogo e conexão através da escrita.

No fim, o C+ não busca respostas.

Só perguntas boas o bastante pra fazer a gente continuar criando.

Num mundo acelerado, onde a comunicação virou ruído e a autenticidade é cada vez mais rara, o C+ existe pra desacelerar o olhar, e reacender o sentir.

Ele convida à pausa.

A olhar pra dentro, pra depois olhar pro outro com mais verdade.

A lembrar que comunicar não é apenas falar — é conectar, escutar e se permitir ser tocado.

O C+ devolve humanidade à palavra.

Transforma o ato de escrever (e de ler) em um gesto de presença.

E lembra que coragem, antes de ser força, é entrega: o “+” é o símbolo de tudo que se soma quando a gente se permite viver com propósito, sensibilidade e verdade.

No fundo, o C+ é um lembrete coletivo de que a beleza ainda está nas entrelinhas, e que é nelas que a gente volta a ser humano.

Nunca me bastou deixar as palavras ao vento. Eu as deito. E cuido. Gosto das que têm forma, corpo e alma. Das que chegam em cartas, escritas à mão. A personalidade no traço. Tem sentimento ali.

Escrever tem esse poder. O C+ nasce desse gesto. Tudo começou com uma brincadeira de trocar cartas escritas à mão. Cartas que eu me remetia, destinava e sempre me entregava.

A vida é toda essa intertextualidade. Cheia de pausas, reticências e conotações. Eu brinco com os sentidos, não são seis? É jogo de interpretação, mas no fim a gente sempre se entende. As palavras ressignifico e conecto com o que escuto e vivo.

Aqui, palavra é corpo. É ponte. É espelho. É confissão e diálogo.

É bom se entregar. A si. Mesmo. Ao tempo. Ao dito pelo não dito. Eu grito.

Confesso que cartas já escrevi ao futuro, passado e agora. A mim. Inclusive, pra você. Que me leu. Que me lê. E àquele também que finge não me ver.

Já falei sobre a vida. Sobre a arte. Escolhas. Você. Nós. E a gente aprende. Segue em frente. Escreve mais um pouco. Cola outro selo e tenta mais uma vez. Aos tantos. Aos prantos. Às cegas. Porque escrever é se entregar. Me arranco. E me dou. Por completa. Começo. Meio. Fim.

Não necessariamente nessa ordem. Cronologia reversa. Psicologia inversa. Letras. Cursivas. De forma. Desenhadas. Cada contorno. Me diz muito.

Me remete. Te destino. Eu presente. Você, instinto. Quando escrevo, então eu sinto. E vice e versa. Verso e cia. Nós. E poesia. É a vida. Concluímos. Essa troca. É linda.

E é por isso que o C+ existe pra lembrar que a palavra ainda é abrigo, que o sentir ainda é arte, e que há beleza em se deixar ser. Entre linhas e silêncios, a gente se encontra.

E segue — com coragem, ou na falta dela, buscando ser mais.