Oh really?

Trilha sonora: Lisztomania – Phoenix. 

Ei! Vem cá! Preciso compartilhar mais um dos meus comentários aleatórios que restaram de uma manhã pensativa. Estudar inglês é também estudar os significados. A gente usa palavras sem saber explicar o que carregam consigo. Mas quando você está aprendendo uma nova língua, para pra analisar as palavras e acaba por ressignificar e buscar uma definição para as que antes usava sem saber explicar o significado. Por exemplo, a diferença entre oportunidade, ocasião e possibilidade. As palavras em inglês são similares em português, você sabe o que significam, mas tente explicar a diferença. Descreva. É um estudo maior que só o da língua. É sobre os significados, de novo. Ressignifica. Analise. Coloque as lentes e chegue mais pra perto. Por que a gente se afasta quando quer se aproximar? Qual é a desse medo de ser feliz? Por que a gente tanto pensa e se coloca em dúvidas quando na verdade sabe o que quer? É difícil arcar com as responsabilidades e consequências sem nenhuma certeza. Riscos. Mistura com a coragem. Tome tudo. Até a última gota. Mais uma dose. Vem pra cá. Queria conversar com alguém que não tenha receio de dizer o que pensa, não quero que se importe com o que vou pensar. Antes de tudo o respeito. Adiciona a sinceridade e a cara de pau se lustra na hora. Brilha. Explode aquela conversa cheia de argumentos e opiniões nossas que antes eram desconhecidas até para nós. Tão nossas que estão integradas, não incomodam, estão quietinhas no cantinho da sala sem fazer bagunça, mas alguém encontra e puxa pra dançar, ai vira carnaval. É serpentina por todo lado. Vira réveillon e os fogos de artifício não se bastam. É luz pra tudo que é canto. Daí a gente vira borboleta. Mas a metamorfose continua. Tá viva. Num processo inconstante constantemente. Boa. Voa. 

E a gente sai, igual formiga quando vê doce, quando o sol aparece. Puxa os amigos pra junto de ti. Pega o tram e coloca o pé. Direito ou esquerdo. Seja o que Deus quiser. Tá sol. Até se perder é diversão pelos olhos de quem se vê no reflexo do mundo. Ter um dentro de ti. Corre, mas pro abraço! É open! Tire os sapatos e os medos, free entry! Não se intimide. Não é porque está tudo dando tão certo que tem algo errado. Sabe o que aprendi? Você escolhe o que vê! Simples assim! De tanto falar em direção, a caneta já tá na mão. Os olhos bem abertos, às vezes se fecha um pouco, uma mudança no ângulo, só pra dar um efeito especial. A gente se fala sem soltar a voz. A gente se vê de olhos fechados. E estamos juntos ainda com a distância. Sonha acordado. Viaja sem sair do lugar. Sai do lugar e a cabeça continua longe. Ficou. Volta! Voltou. Meia volta. Retoma. Entra na roda. Ciranda. Esconde. Pega. Meias. Palavras. Bom entendedor. Basta. Fecha. Troca o disco. Voa. Sem dor. Aumenta a música. Dança sozinho. Roda com os braços abertos até ficar meio zonzo. Cai no chão e olha pro céu. Começa a enxergar desenhos nas nuvens. A gente escolhe o que vê, lembra? Enxergo felicidade e amor. O abstrato também tem forma e cor. E a gente segue sendo contradição. Contradizendo vamos sendo e vendo o que nossos olhos enxergam e o que o coração condiz ou contradiz. Olha o gerúndio! A cabeça grita. A emoção gargalha. A contradição com o pé atrás, receia. A coragem te faz pular. Os olhos se fecham. As cortinas se abrem. As portas também. São as oportunidades. A mente também aberta. Entre. Seja bem vindo. Mi casa, su casa. As janelas escancaradas. São os olhos da alma. E vice versa. Troca tudo. Recomponha. Recombine. Recrie. Ressignifique. Respira. Com o prefixo ou sem. Só pira. Deixa fluir. O coração, pulsar. Os olhos confundirem o que veem com o que a mente borbulha, vivendo na imaginação. Ou seria a lua. Olha lá pra cima. Calma, tá cedo. O sol ainda brilha. Nas ruas, uma banda que eu pagaria caro com orgulho pra ver. As pessoas param, deixam moedas. Eu me deixo. Dou ouvidos. Em troca uso a música como minha trilha sonora. Nossa troca. Do avesso. Revira. Olha de volta. A gente se esbarra de volta. Anda mais. Mais música. E olho pros céus. Obrigada. Por nunca me fazer sentir só. Sem dó, só re, mi, fa, sol, lá vou sempre atrás do que me traz aquilo que em inglês chamam de bliss. 

Hoje fui com o amigo “welcome” pra Fed Square. Entre shows de rua, tantas pessoas, a luz do sol… As risadas. O challenge accepted. Sair por aí dizendo “welcome” pros estranhos. Fazer os outros rirem e rir junto. Desafio saudável e que fez a tarde render altas gargalhadas e deixar a vergonha pra trás. Não tenho cora… WELCOME! Hahahahahaha. Essas memórias. Já dão saudade. O gostinho de doce recordação que vai dar vontade de repetir o prato. 

Falando em saudades, aniversário de um amigo brasileiro que foi difícil de dar tchau. Amigo não! Família! Irmão mais velho com marra de mais novo. Uma das maiores saudades! Tão bom quando a gente vê que distância não interfere, mas intensifica as coisas! Abençoada. E orgulhosa por isso e por tê-lo perto ainda que longe. Um dia aprendi aqui a expressão “two of a kind”, não nego o primeiro nome que veio à cabeça. Hahahahaha. Toda a felicidade do mundo, broda! Um beijo da Aus ao Paraná. <3

Tenho uma sorte incrível de ter tido muitos grandes amigos vizinhos. No Brasil e aqui. Celular toca! “Come here”. Depois de descobrir que não sou tão ruim jogando tênis ahhahaha, hora de praticar inglês e dar risada com gente que direciona filmes diferentes. Bélgica, Brasil, México, França, República Tcheca, Canadá, Coreia e Colômbia. As risadas. As novas amizades. Os bordões. As piadas internas. “Why not?”, “maybe tomorrow”, “oh really?”, “pom pom pom”, “sports for life”… Aos amantes de uma breja gelada, soube que na República Tcheca existem vários lugares onde você paga pra entrar e beber breja à vontade e o diferencial? Tem piscina de cerveja! Sim, você pode nadar em cerveja! Hahahahaha. Sim, estou chocada com as ideias malucas que o ser humano inventa Hahahaha. 

Falando sobre os significados, as contradições, nossas lentes, o que escolhemos enxergar… Nossas trilhas sonoras… As reticências. Os roteiros. Quem tá com a caneta? Vem pra cá, assine aqui! A gente se inventa. Com os tantos prefixos. Ou sem! Mas vem! Atrás do que faz os seus passos seguirem. Maybe now! Really! Why not?

Por Amanda badrie

Profissional de marketing e comunicação, movida por transformar ideias em movimento e conexões reais. Criadora do C+, Na Dosagem Mais Coragem, para ser um espaço para quem acredita que viver é um ato de coragem.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Cartas